Nosso encontro com o Pedro – Relato de Parto

O meu pensamento sempre foi: “Desejo muito o parto normal, mas se for necessário passar por uma cesárea, amém. Deus sabe o que é melhor para nós!”.

Sendo assim, me preparei durante toda gestação para o parto normal, pois entendo que tudo que eu posso fazer, devo fazer, e Deus age naquilo que eu não posso, segundo a sua perfeita, boa e agradável vontade. Pois bem, a saúde e o bem estar da mamãe e do bebê iam muito bem, o pilates entrou na nossa rotina com toda colaboração e benefícios. O emocional totalmente estável, playlist pronta para o nosso momento, eu e o meu amor assistimos e lemos muito sobre o assunto, estávamos imersos em todo conteúdo que nos “aproximasse” do nosso grande momento de encontro com Pedro.

A nossa médica sempre nos passou muita confiança e no dia em que montamos juntos o plano de parto, saímos ainda mais apaixonados e contentes com espera do grande dia. Chegamos então na semana 38. A expectativa era imensa, mas sabíamos que o Pedro ainda tinha tempo para ficar no forninho, e aí veio a semana 39, 40, e nada do corpo emitir algum sinal de trabalho de parto, Baby Pedro estava de boa curtindo o forninho, eu não perdi o tal falado “tampão”, as contrações apenas indolores e super espaçadas ou nem apareciam, nenhuma perda de líquido, nada, nada! E aí, um sábado pela manhã após um exame de rotina, onde o próprio médico que realizou a Ultra disse: “Mamãe, comece a pensar na cesárea, seu bebê está bem alto e não parece que vai encaixar e mudar de “postura”, ele é um bebê grande, e nesta fase ele só cresce, você já está chegando nas 41, então converse com a sua médica e avaliem o que será melhor pra você e sua o bebê. O melhor parto é aquele que traz o seu bebê em segurança para você!”.

E saindo da sala de exame ao encontro da nossa obstetra, ela sempre muito competente nos orientou: “Estamos com 40 semanas e 5 dias. Pedro é um bebê grande, Você deseja esperar completar as 41 semanas? Caso o TP não inicie, podemos induzir, ou vamos monitorando e aguardando, ou você deseja marcar a cesárea? Fique a vontade e escolha o que desejar”. Diante de tudo que já vínhamos orando, e o desejo de ter o Pedro conosco, naquela hora eu entendi o que devia fazer, a paz encheu o meu coração, mas eu pedi a ela que aguardasse meu retorno, pois queria ouvir a opinião do meu amor primeiro. E ao ouvi-lo, o que veio ao meu coração, se confirmou. Decidimos marcar a cesárea, pois já havíamos feito tudo que podíamos para o parto natural acontecer, e se até ali não aconteceu, então, a cesárea se tornou para nós, a nossa melhor opção. Não víamos sentido (para nós naquele momento) em induzir o PN, visto que o nosso bebê não estava encaixado, suas medidas e o seu peso já eram relevantes, e já tínhamos aguardado naturalmente acontecer até aquele momento, enfim… ali juntos, entendemos e tivemos paz, para marcar o encontro com nosso filhinho. Tínhamos a opção de realizar no dia seguinte, um domingo, ou na segunda, ou na terça. Escolhemos a terça, dia 20 de março, com 41 semanas e 2 dias. E claro, mesmo com a cesárea marcada, continuamos orando e crendo que se aprouvesse o Senhor o Pedro viria de PN como desde o início sonhamos, e se não viesse, iríamos em paz para internação realizar a Cesárea, e assim aconteceu…

Na segunda feira à tarde tudo já estava pronto, malas da mamãe e do papai, e a do bebê. Um casal de amigos queridos, nos levou ao hospital para darmos entrada na intenção as 20h no dia 19, e o parto estava marcado para as 6h da manhã do dia 20 de março. Como dormir? Era surreal o que sentíamos naquelas horas que antecediam o encontro com Pedro. Ambos não viam a hora do relógio marcar as 5:30, hora marcada para irmos para centro cirúrgico. E o grande momento chegou!

Eu estava pronta, e juntos subimos. Enquanto eu estava na maca, Paulo desceu para buscar a primeira roupinha do Pedro (com a ansiedade esquecemos de subir com ela), a nossa médica já nos aguardava pontualmente e a anestesista agradabilíssima também nos aguardava (nunca irei esquecê-la). Enquanto me levaram para centro cirúrgico, e começaram os procedimentos, perguntas, acessos para medicamento e por fim a anestesia, o meu amor estava se vestindo pra entrar e receber o Pedro comigo. Sobre a anestesia, ela foi incrível, eu não senti NADA, quando perguntei, ela já havia aplicado.

O carinho da Dra. Sammya me anestesiou previamente, enquanto a anestesista fazia o procedimento. Feito isso, meu amor chegou, e partir dali, eu mal podia acreditar, que em minutos, estaríamos recebendo o Pedro em nossos braços!!! Só deu tempo do meu amor dar o play e a música tocar, e logo a nossa médica disse: “A câmera está pronta? Ele está vindo!”

Genteeee, nosso Deus! Eu jamais irei esquecer aquele momento, aquele choro, aquele rostinho, aquele corpinho quentinho, jamais irei esquecer aquela sala, aquela luz, jamais irei esquecer o olhar do meu marido cheio de lágrimas e aquele sorriso lindo em seu rosto, jamais irei esquecer o primeiro encontro com o amor das nossas vidas, o nosso menino!

Eu não usei a bola, não entrei na banheira, não deu tempo de ouvir toda playlist, não dancei, não estava no quarto que fui conhecer e escolhi, “não fiz força”, “não foi normal”, mas foi totalmente humano!

Foi o parto perfeito pra nós, foi o momento mais lindo de nossas vidas.

Meu bebê chegou seguro, com muita saúde, com muito amor. O meu coração estava preenchido de paz, alegria, expectativa em ter o meu filho em meus braços. Ele veio diretamente para mim, o chorinho dele cessou quando eu e o seu pai cantamos a música que em toda gestação cantávamos para ele, foi muito lindo! Foi inesquecível!

Depois o papai o acompanhou para os procedimentos, e nos encontramos os três novamente na sala de recuperação onde mais um momento tão esperado aconteceu, eu o amamentei pela primeira vez. Quanta gratidão!

Em seguida fomos para o quarto, os três juntinhos. E o amor transbordava!!! Muito amor pelo meu Pedro, muito amor pelo marido, vê-lo como pai, com o nosso bebê nos braços, me deixou ainda mais apaixonada por ele.

Pedro nasceu com 3.626, 50 centímetros, um bebê grande, forte, lindo. Desde o primeiro dia a conexão com o papai foi visível, os dois se entenderam e se entendem super bem, são dois apaixonados um pelo outro. É lindo de ver!

A recuperação:

Sobre a recuperação, eu me preparei psicologicamente para “levantar a primeira vez pós cesárea”, pois tudo o que sempre ouvi era que essa primeira vez era tensa! Bem, acho que me preparei bastante, pois eu senti, claro, mas não foi nada tão cabuloso, quanto eu esperava.

O que aconteceu de “chato” no meu pós operatório, foi o seguinte, ao me levantar pela segunda vez para ir ao banheiro, tive uma queda de pressão, e aí o “bicho pegou”. Eu estava “fraquinha”, cansada, e as enfermeiras não conseguiram me segurar. Pois é, eu cai com menos de oito horas após o parto, caí de joelhos, foi um grande susto.

Na ocasião minha avó, e a minha sogra estavam nos visitando, o meu amor estava com Pedro nos braços do outro lado da cama, e eles assistiram à cena em pânico, e depois disso, a tensão do corpo, a queda, me deixaram bem dolorida e meio traumatizada para ir ao banheiro. A queda de pressão ao me levantar aconteceu ainda por mais duas vezes, mas o meu amor estava me acompanhado e não me deixou cair novamente, era uma fraqueza sem fim.

Na manhã seguinte tivemos alta, e eu enfrentei um “desafio”, subi os quatro lances de escada do nosso prédio. Com as quedas de pressão, a subida ficou mais “temida”, mas nós conseguimos! E aí, tudo melhorou, as quedas de pressão foram embora, foi só comer a comidinha da vovó que a força voltou!

E agora sendo bem transparente com vocês, os primeiros sete dias são desconfortáveis demais, para levantar e deitar, e a sensação de estar tudo meio “solto” dentro da gente é bem estranho, mas sério, você leva de boa. Os dias passam e o incômodo fica ainda menor, tudo é muito suportável, a ponto de terem que me lembrar o tempo todo: “Cíntia, pisa no freio! Cíntia, você está de resguardo! Cíntia, não se abaixe! Cíntia…”. 😅

Eu realmente esquecia e esqueço que ainda estou no resguardo pós parto.

É que estar com Pedro e cuidar dele me preenche todo o tempo, pensamento, coração, vida. Realmente não consigo prestar atenção no momento em nada além dele. É muito amor! É muito incrível!

Sempre que fico observando o Pedro, enquanto ele dorme, enquanto amamento, enquanto ele está com o papai, eu lembro do nosso primeiro encontro, e imagino que será assim para sempre, eu nunca irei esquecer aquele momento. O momento do parto, o momento do encontro. E quão lindo, incrível, humano, foi viver tudo isso!

Minha gratidão só aumenta cada vez que trago a memória tudo que vivemos desde o início da nossa gestação até o primeiro encontro com Pedro. E hoje com ele aqui, nem preciso dizer, não é? Sou toda gratidão! 💙

Amanhã é o meu primeiro dia das mães, eu mal posso me conter de tanta alegria. Eu sonhei tanto com esse dia, e agora vou vivê-lo com meu Pedro em meus braços, de verdade, nunca fui tão realizada, tão feliz. Sou muita grata a Deus pelo privilégio de ser mãe.

Ual, eu sou mãe!

Mãe do Pedro. 😍

6 comentários em “Nosso encontro com o Pedro – Relato de Parto

  1. Que coisa mais linda do mundo. Deus é perfeito, fiel e incrível! Fico transbordando de alegria ao ver os sonhos Dele se realizando na vida de vocês. Esse é só o começo de uma linda jornada, escrita pelo nosso Papai. Beijão amiga! Escreva mais quando puder.

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